Mahura
3ª Produção
Estreia: 02/12/2006

Carreira: Albufeira, Aljezur, Lagos, Silves, Lagoa, Portimão, Vila Real de Sto. António, Castro Marim, Tavira, Monchique, Loulé, Olhão, Alcoutim, Faro, Lisboa

“Ver o mundo num grão de areia
E o céu numa flor selvagem,
Segurar o infinito na palma da mão
E a eternidade numa hora...”
William Blake, Augúrios de inocência

Porque é que o céu está tão longe da terra?...
Vozes antigas de África dizem que houve um tempo em que o Céu e a Terra viveram a mais bonita história de amor do Universo. Desse amor, nasceu uma rapariga chamada Mahura, que significa “aquela que trabalha”. Um dia, Mahura descobriu os grãos de milho. Esmagando-os com o seu pilão e juntando-lhes água, inventou uma papa, que achou deliciosa. A partir daí, só pensava em fazer mais papas. Cada vez mais...
Cada vez moía mais milho, com pilões cada vez maiores: aumentando a produção, abrindo portas à industrialização, esgotando os recursos, dando espaço à poluição... Os altos pilões começam a bater na cabeça do Céu. Mahura pede-lhe para subir um pouco, para que ela possa trabalhar mais à vontade. E mais um pouco. E mais...
E o Céu foi subindo... Até que, zangado, dorido e levando consigo todas as nuvens, o Céu se afastou da Terra, para longe...
Neste espectáculo, nós brincamos com materiais recicláveis e reutilizados, no sentido de partilhar convosco uma possível visão do mundo: e se agora decidíssemos todos acarinhar os recursos comuns? Teríamos assim tanto a perder? Afinal, todos vivemos no mesmo planeta Terra. Todos olhamos as mesmas estrelas. Olhemos, então, essas mesmas estrelas e procuremos juntos um equilíbrio com tudo o que nos rodeia. Mahura agiu a tempo... E o resto de nós?

Classificação Etária: Maiores de 6 anos
 

Ficha Artística, Técnica e de Produção

Texto: a partir do conto tradicional africano “Mahura
Encenação: Jorge Soares
Execução de bonecos, adereços e cenários: Carla Dias e Jorge Soares
Manipuladores: Carla Dias e Jorge Soares
Texto da narração: Patrícia Amaral
Voz off: Luis Vicente
Desenho de Luz: Jorge Soares
Acolhimento e Operação de Som e Luz: Luísa Silva
Produção: Patrícia Amaral
Direcção de Produção: Luis Vicente

Destaque de Imprensa

“Trata-se de um espectáculo de formas animadas que provoca as consciências para o tema do Ambiente, recorrendo exclusivamente a materiais recicláveis, reciclados e reutilizados. Um espectáculo que nos transporta ao âmago da relação Homem/Planeta, partindo das vozes de África para ecoar em todas as vozes”
Jornal do Baixo Guadiana, 01/01/2007